Seleção do familiar-cuidador

O termo cuidador é atribuído à pessoa que auxilia aquele que necessita de cuidado físico no enfrentamento de doença e que não é capaz de se cuidar sozinho. O cuidador principal oferece suporte mais próximo e assume de forma integral o cuidado do paciente, sendo responsável direto pelas tarefas práticas que envolvem o cuidado.

Normalmente, a decisão de quem irá ocupar o papel de cuidador é feita informalmente e, muitas vezes, o familiar começa a assumir gradativamente as tarefas do paciente diante das necessidades que surgem ou, até mesmo, por meio do próprio paciente, que passa a delegar ou abdicar de suas atribuições. Esse processo tende a não ser harmonioso e pode ser fonte de grande angústia para os envolvidos. Os principais fatores contribuintes para essas transformações são:

  • Parentesco (principalmente os cônjuges e filhos).
  • Gênero, predominantemente as mulheres.
  • Proximidade física, com maior chance para aqueles que moram com o paciente.
  • Proximidade afetiva (destacando os cônjuges e filhos).

Pode acontecer uma imposição familiar de quem assumirá os cuidados, o que pode prejudicar as relações e afrouxar os vínculos familiares. Outra possibilidade frequente e indesejável, que deve ser evitada, é uma segregação familiar em relação ao diagnóstico. Geralmente, quem convive mais proximamente ao paciente identifica os sintomas com precisão, pois é nas tarefas cotidianas que as falhas se tornam perceptíveis. Familiares que visitam os pacientes e não o observam executando tarefas, geralmente consideram que o diagnóstico está errado, situação que intensifica a distância e a sobrecarga em um cuidador único.

Cuidado compartilhado e divisão de tarefas podem ser um caminho que amenize a carga e o estresse e garanta melhor qualidade de relacionamento e cuidado.

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