Perguntas frequentes

Ao longo de décadas de atuação no trabalho de apoio a cuidadores familiares, a ABRAz realizou milhares de reuniões de Grupos de Apoio e atendimentos telefônicos pelo serviço Fale Conosco ou em plantões especiais em datas comemorativas. Dessa extensa experiência com o público foram retiradas as perguntas mais frequentes de cuidadores e familiares de doentes de Alzheimer. Todas as questões foram respondidas e estão agrupadas por tema.

Sobre o diagnóstico

Quais exames podem ser pedidos a alguém com suspeita de Doença de Alzheimer?

  • Exames laboratoriais: hemograma completo, sódio, potássio, ureia, creatinina, vitamina B12.
  • Exames de imagem: tomografia computadorizada, ressonância magnética, eletroencefalograma, Spect.

Devem ser realizados exames para excluir a possibilidade de outras doenças. Faz parte da bateria de exames complementares uma avaliação aprofundada das funções cognitivas. A avaliação neuropsicológica envolve o uso de testes psicológicos para a verificação do funcionamento cognitivo em várias esferas. Os resultados, associados aos dados de história e observação do comportamento do paciente, permitem identificar a intensidade das perdas em relação ao nível prévio e o perfil de funcionamento permite a indicação de hipóteses sobre a presença da doença.

O que é teste neuropsicológico, quem o aplica e onde?

A avaliação neuropsicológica compreende uma bateria de testes psicológicos para verificação de funcionamento cognitivo. O teste tem duração de cinco horas, em média. São aplicados instrumentos que avaliam memória, capacidade de planejamento, linguagem, atenção e outras funções cognitivas, com o objetivo de:

  • Auxiliar no diagnóstico.
  • Planejar estimulação cognitiva.
  • Orientar as famílias quanto às atividades, autonomia, decisões e riscos envolvidos na rotina do paciente.

A avaliação deve ser feita por psicólogos especializados nessa área. Algumas instituições contam com esses profissionais e o exame pode ser feito em consultórios ou em domicílio, se necessário.

Sobre o tratamento

Qual o tratamento normalmente indicado para o paciente com Doença de Alzheimer?

O tratamento da DA engloba cuidados farmacológicos e não farmacológicos. Os medicamentos devem ser administrados conforme a prescrição do médico ou da equipe responsável.

Sempre que possível, o tratamento do paciente com DA deve ser interdisciplinar, envolvendo diferentes profissionais, como psicólogos, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, sempre com o objetivo de retardar o avanço da doença e de melhorar a qualidade de vida do paciente, da família e do cuidador. Lembre-se que nada substitui o apoio familiar, a atenção e o carinho.

O que é tratamento não medicamentoso?

Consiste em estratégias que não envolvam remédios para ajudar a aliviar os sintomas e tentar retardar a progressão da doença, além de deixar o paciente mais ativo, como:

  • Estimulação cognitiva – uso de funções preservadas a partir de atividades práticas e de exercícios mentais que favoreçam o raciocínio.
  • Estimulação social – convívio com outras pessoas, passeios, grupos de discussão.
  • Estimulação física – fisioterapia, atividade física orientada, programa com educador físico.
  • Organização de rotina e ambiente – medidas de segurança domiciliar, organização e distribuição criteriosa de atividades.

Exercícios que estimulem o raciocínio ajudam a evitar o declínio na Doença de Alzheimer?

Sim. Jogos, palavras cruzadas, sudoku e outros exercícios que desafiam e estimulam cognitivamente o paciente com Doença de Alzheimer podem ajudar no tratamento.

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