Perguntas frequentes

Ao longo de décadas de atuação no trabalho de apoio a cuidadores familiares, a ABRAz realizou milhares de reuniões de Grupos de Apoio e atendimentos telefônicos pelo serviço Fale Conosco ou em plantões especiais em datas comemorativas. Dessa extensa experiência com o público foram retiradas as perguntas mais frequentes de cuidadores e familiares de doentes de Alzheimer. Todas as questões foram respondidas e estão agrupadas por tema.

Sobre o tratamento

Quais medicamentos são fornecidos pela rede pública?

  • Rivastigmina.
  • Donepezil.
  • Galantamina.

Observação: O medicamento Memantina não está na lista do governo e precisa ser comprado. Quando a portaria foi assinada, não existia a memantina. A ABRAz já solicitou sua inclusão na lista dos medicamentos gratuitos, mas ainda não obteve resposta.

Como conseguir os medicamentos gratuitamente?

Para que o paciente tenha acesso aos medicamentos incluídos na lista do Governo, ele deve ser analisado clinicamente por um médico, além de fazer exames laboratoriais e de imagem. Somente os pacientes que se encontram nos estágios inicial e intermediário da doença podem ter acesso aos medicamentos de distribuição gratuita.

Dúvidas do cuidador

O que fazer quando o paciente fica, subitamente, agressivo?

A primeira atitude é tentar identificar, no ambiente, fatores que possam ser responsáveis pela agressividade, para evitá-los. As situações que podem favorecer a agressividade são: ruídos excessivos, ambientes agitados e confrontos com a incapacidade do doente. Quando os fatores não forem identificados, a melhor maneira é ter postura de tranquilidade. Dar respostas que expressem nervosismo pode intensificar a agressividade. Cabe lembrar que alterações súbitas de comportamento podem estar associadas a quadros de infecção, desidratação ou intestino preso. Nesses casos, é necessário informar à equipe de saúde para fazer uma investigação e tomar providências.

É verdade que não se pode contrariar a pessoa com DA?

Não. Embora seja importante promover a autonomia do paciente, a garantia de segurança é fundamental. Por isso, caberá ao cuidador tomar as decisões com sensatez. Quando o paciente fizer escolhas perigosas que ponham em risco sua segurança física, financeira, de saúde (alimentação e tratamento), ou ainda sua integridade moral, a família deve cuidar e selecionar, com bom senso, ações permitidas, eliminando solicitações inviáveis e temerosas.

O que fazer com a sexualidade exagerada do paciente? Existe remédio?

Alterações de comportamento com exacerbação de sexualidade podem acontecer e são sintomas da doença. Em geral, são mais frequentes em homens e pode melhorar parcialmente com algumas medicações. Além de medicamentos, sugere-se evitar ocasiões que possam favorecer estimulação sexual, com especial cuidado nas situações de auxílio na higiene do paciente. Devem ser colocados limites claros diante do exagero. Existe um capítulo do livro da ABRAz que aborda especificamente esse tema.

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